Destacamos, especialmente, o Long-Sôn Miu (Igreja de St.º Agostinho). Fica a noroeste de Macau. Ao princípio, o templo desmoronou-se ou ficou arruinado.. Cobriram-na com colmo, desordenadamente, parecendo-se assim com os pêlos desgrenhados da juba dum dragão. O sino da parte posterior da igreja. sem que ninguém a tocasse, soava espontaneamente. Como todos julgavam que isso fosse devido a intervenção espiritual, ficaram cheios de respeito e, quando foi edificado o templo, deram-lhe o nome de Lông-Sôn-Miu (Igreja da Juba do Dragão). (1)


“Os frades de Santo Agostinho também rapam o cabelo e cobrem-se com um chapéu de feltro. A sua veste interior é longa e da cor branca. Por fora cobrem-se de azul. (1)


A Igreja de S. Agostinho dedicada a Nossa Senhora da Graça, foi iniciada em 1586 (2) por frades agostinhos, mas a sua construção só foi concluída em 1591.
Originalmente a Igreja e o convento era construída de madeira e palha, por isso não conseguia resistir à chuva, obrigando os frades a usarem folhas de palmeiras para cobrir as partes danificadas. (3). O edifício actual (construída de pedra) foi levantada sobre a antiga, em 1814 e com nova planta. É mais espaçosa de Macau e talvez a mais harmoniosa. Na mesma, radica uma das devoções mais características da Cidade, a da Paixão de N. Senhor (4) (5)
(1) OU-MUN KEI-LÉOK Monografia de Macau por Tcheong-U-Lam e Ian-Kuong-Iâm. Tradução do chinês por Luís G. Gomes. Editada pela Repartição Central dos Serviços Económicos- Secção de Publicidade e Turismo, Macau. Imprensa Nacional, 1950, 252 p.
(2) 1586Fundação do Convento de St.º Agostinho, por Fr. Francisco Manrique, prior e vigário provincial dos agostinhos. Francisco Manrique  foi dos primeiros agostinianos que passaram pelo Japão (1584)
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Séculos XVI-XVII, Volume 1. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª edição, Macau, 1997, 198 p., ISBN 972-8091-08-7
(3) http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Santo_Agostinho_(Macau)
(4) ARNAIZ, Pe. Eusébio – Macau, Mãe das Missões no Extremo Oriente. Tipografia Salesiana, Macau, 1957, 183 p.
(5) Sobre a Paixão do Nosso Senhor, ver anterior post: “A FESTIVIDADE DO SENHOR BOM JESUS DOS PASSOS”
https://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/05/a-festividade-do-senhor-bom-jesus-dos-passos/