Notícia de um acontecimento em 25 de Abril de 1940:
O Governo de Macau mandou recolher a polícia estacionada na Ilha da Lapa, depois de, durante um mês, ali assegurar a defesa dos habitantes face aos invasores japoneses” (1)
Neste mapa de 1925 (2) , a “província portuguêsa de Macau” era composta pela península de Macau e as ilhas de Patera ou da Lapa, Macarira ou de D. João, da Taipa, Tai-Von-Cam ou da Montanha e Coloane.

Recorda-se que as ilhas da Lapa, de D. João e a da Montanha foram posteriormente ocupadas pelos japoneses.

Retiro do site (3) “Portugal in War” o seguinte:
“Following the surrender of Hong Kong in December 1941, the Japanese decided not to formally occupy Macao. One reason may have been that the Japanese wished to respect Portuguese neutrality. The fact remains that Japanese troops went in and out of Macao at will with little protest from Portuguese authorities. However, in spite of this situation, the Allied flags (USA, United Kingdom, the Netherlands, France) were allowed to be displayed in Macao at their respective embassies.
The Portuguese military garrison in Macau consisted during the war (1941-1945) from the following units;
Commander: Navy Commander Gabriel Mauricio Teixeira (Comandante)
Headquarters, Chief of Staff: Major Carlos da Silva Carvalho (Chefe de Estado-Maior)
• two native light rifle companies, recruited in Mozambique (companhias indígenas de caçadores)
• one machine-gun company (companhia de metralhadoras)
• one artillery company (companhia de artilharia)
• military detachment at Taipa (Destacamento militar na Taipa)
• military detachment at Ilha Verde (Destacamento militar na Ilha Verde)
and supposedly there were 4 Hawker Osprey seaplanes in Macao in 1940.”

Outro artigo, de João Guedes (4) “Macau 1941-1945: Um anel de ferro a toda a volta” menciona:
Apesar de toda a aparente imponência, o dispositivo militar de Macau não passava de um “tigre de papel” como se diria nos tempos da “Revolução Cultural”. De facto nessa época a guarnição militar era constituída por 497 homens, sendo 22 oficiais do exército, 35 da marinha e 440 soldado, cabos e sargentos, 224 dos quais eram elementos recrutados em Moçambique que constituíam as companhias de “caçadores indígenas” (Landins). Para além destas o dispositivo militar era integrado por uma companhia de metralhadoras, e outra de artilharia. Os destacamentos militares da Taipa e da Ilha Verde completavam o diagrama operacional. O apoio aéreo era garantido por 4 hidroaviões “Hawker Osprey” da Marinha, que tal como os canhões da Guia acabariam igualmente por se desvanecer em mãos obscuras resultantes de negócios de emergência ditados igualmente pela necessidade de adquirir bens essenciais.(4)
Recordo também, um artigo de Alberto AlecrimUm dos últimos de Man-Ió” (5):
Bernardino da Silva Azevedo, popularmente conhecido por Espanhol, chega a Macau em Maio de 1941…(…)…Foi um dos últimos militares portugueses a fazer serviço em Man-Ió, na Ilha da Montanha, quando esta ínsua do rio das Pérolas ainda se encontrava sob a jurisdição de Portugal
(1) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau – 1997, 454 p.ISBN-972-8091-11-7
(2)Mapas e parte do artigo “O porto de Macau” (não assinado) da revista “Portugal“, n.º 46, 30 Junho de 1925
(3) http://www.oocities.org/dutcheastindies/portugal.html
Há uma nota final que refere como principal fonte desta informação, o livro de História do Exército Português 1910-1945, coordenação do General A. N. Ramires de Oliveira, Vol III – A Grande Guerra, 1993. Publicada pelo Estado Maior do Exército, Lisboa, em 4 volumes
(4) http://temposdoriente.wordpress.com/2010/11/12/macau-1941-45-um-anel-de-ferro-a-toda-a-volta-09-11-10
(5) ALECRIM, Alberto – Um dos últimos de Man-Ió, in MACAU, Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau, n.º 20, Fevereiro de 1990, pp. 66-67