O “espectaculoso filme tecnicolorido” anunciado no panfleto, BEN-HUR, versão de 1959 (1) foi dirigido por William Wyler, da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), nos estúdios da Cinecitta (Roma) durante 9 meses (a produção foi de Maio de 1958 a Março de 1959)
Ao conquistar 11 óscares, em 1960, esta superprodução estabeleceu um recorde que apenas seria igualado muitos anos depois por Titanic (1997). Das 12 nomeações somente não converteu uma (argumento adaptado), ganhou nas principais categorias: melhor filme, melhor director, melhor actor (Charlton Heston) e melhor actor secundário (Hugh Griffith).(2)
Drama épico (muito provavelmente o mais grandioso filme épico saído dos estúdios de Hollywood) com uma excelente montagem, efeitos visuais, grandes cenários (50 mil pessoas envolvidas e 300 cenários diferentes), destacando-se a famosa sequência da corrida de quadrigas (carros puxados por quatro cavalos). O hipódromo foi o maior cenário de toda a história da sétima arte, construída num ano por mais de mil operários) (3) e demorou cinco semanas a filmar a cena da corrida.
FOLHETO CINEMA Teatro Apollo 5JAN1962Na altura em que ainda não havia efeitos especiais feitos com o computador, tudo foi filmado com o engenho dos técnicos e as habilidades dos construtores de cenários.
Mas o resultado compensou, dos 15,9  milhões de dólares (custos estimados) gastos pela MGM, o retorno foi de 90 milhões (receitas até Janeiro de 1989, no mundo inteiro)(2)

No verso (ocupando todo o folheto)
Argumento

(1) Esta é a terceira adaptação do romance de Lew Wallace – Lewis “Lew” Wallace (Brookville, Indiana, 10 de Abril de 1827Crawfordsville, Indiana, 15 de Fevereiro de 1905) foi um escritor, militar, advogado e diplomata dos Estados Unidos da América, autor do romance Ben-Hur.(4)
A primeira versão é de 1907, filme mudo, dirigido por Sidney Olcott, tinha um tempo de 15 minutos (a maior parte com a cena de corrida de quadrigas, filmada por uma câmara estática) (5). Foi o primeiro caso (ou dos primeiros) em que O tribunal NOS EUA reconheceu os direitos do autor (Lewis Wallace), condenando a empresa a indemnizar os herdeiros.
A segunda versão (preto e branco, com algumas sequências coloridas à mão), de 1925, “Ben-Hur: A Tale of the Christ”, foi dirigido por Fred Niblo (William Wyler trabalhou como assistente de produção) e era interpretado pelo galã  Ramón Navarro. Este filme foi restaurado em fins da década de 1980. De realçar que esta versão apresentava as dançarinas despidas da cintura para cima (atirando flores, na sequência do cortejo triunfal de Quinto Arrio), cenas impensáveis de ver, anos depois com a introdução do código Hays. (6) Filmado inicialmente em Itália (durante uns meses) , devido à caótica organização, descontrole orçamental, e talvez a má qualidade do produto realizado, o patrão Louis B. Mayer mandou regressar a equipa e refilmou-o no estúdio, em Hollywood.(7)
Uma curiosidade: Entre os extras que viriam a se tornar actores e actrizes famosos, estavam: Gary Cooper, Joan Crawford, Douglas Fairbanks, Clark Gable, Janet Gaynor, John Gilbert, Harold Lloyd, Mary Pickford, John Barrymore e Clarence Brown. (6)
(2) http://www.imdb.com/title/tt0052618/
Com as comemorações da estreia há 50anos, a empresa actualmente proprietária do acervo cinematográfico, decidiu restaurar o negativo, para lançar uma edição especial do cinquentenário do filme em DVD e Blu-Ray, pelo que as receitas irão de certeza aumentar.
(3)) A Grande História de Hollywood, Prémios da Academia. QuidNovi, 2006, 318 p +5, ISBN: 972-8998-45-7
(4) http://pt.wikipedia.org/wiki/Lew_Wallace
(5) http://pt.wikipedia.org/wiki/Ben_Hur_(1907)
(6) http://pt.wikipedia.org/wiki/Ben-Hur:_A_Tale_of_the_Christ
(7) RHODE, Eric – A History of the Cinema from its origins to 1970. Penguin Books, reprinted  1979, 674 p.,  ISBN 0.14.0