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Foi determinado em acta do Leal Senado de 11 de Maio de 1940, a inauguração de algumas vias públicas nesse ano, atribuindo-lhes o nome de figuras históricas dentro do programa das comemorações do Duplo Centenário da Independência e da Restauração (oitavo centenário da Independência e terceiro centenário da restauração de Portugal),
Era Governador do território, o Capitão de Fragata Gabriel Maurício Teixeira.

Inauguração Av. Afonso Henriques Inauguração da Avenida de D. Afonso Henriques

 A Avenida de D. Afonso Henriques, começa na Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho, em frente da Avenida do Infante D. Henrique e termina perto do Reservatório.
Foi inaugurada a 4 de Junho de 1940.
Afonso Henriques filho de D. Henrique de Borgonha e de D. Teresa, foi o 1.º rei de Portugal (1128-1185).

Inauguração Av. Lopo Sarmento de Carvalho Inauguração da Avenida de Lopo Sarmento de Carvalho

 Começa entre a Rua da Praia Grande, e a Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, em frente da Estrada de S. Francisco, e termina na Avenida da Amizade. Foi inaugurada a 25 de Junho de 1940.
Lopo Sarmento de Carvalho, natural de Bragança, estabeleceu-se em Macau, em 1615, casando com Maria Cerqueira, natural de Macau (falecida a 26 de Outubro de 1639, sepultada em S. Paulo, na capela de Jesus).
Foi o último Capitão-Mor da viagem de Japão no governo de Macau (1617/18 e 1621/22), pois a 7 de Julho de 1623, o primeiro Governador e capitão-geral, D. Francisco de Mascarenhas, tomava posse.
Obteve grandes lucros da viagem ao Japão, em 1617, de maneira que em 1920 comprou três viagens de Japão. Das três viagens que comprou só pode realizar uma em 1621(com 6 galeotas e de lá trouxe muita seda, de que auferiu grande lucro). Foi o herói da vitória contra os holandeses em 24 de Junho de 1622 (1).
Um filho seu, Inácio (Macau 1616 – Goa 1676) foi capitão-geral da Armada e da Costa do Norte, governador e capitão-geral de Diu e capitão-geral de Moçambique, e tem perpetuado, em Macau, o seu o nome: Travessa de Inácio Sarmento de Carvalho.

 Inauguração Av. D. João IV (II)Inauguração da Avenida de D. João IV

A Avenida de D. João IV começa na Rua da Praia Grande, em frente do Jardim de S. Francisco e termina na Avenida da Amizade (nessa altura, Dr. Oliveira Salazar). Foi inaugurada a 1 de Dezembro de 1940.
D João IV (1604-1656), 8.º duque de Bragança, foi coroado a 15 de Dezembro de 1640, após o golpe do 1.º de Dezembro, Rei de Portugal (1640-1656)

Inauguração Av. D. João IV (I)Inauguração da Avenida de D. João IV (outro aspecto)

 Fotos do Anuário de Macau, 1940-1941 e informações de TEIXEIRA, P.. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II.
(1) Ver em:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/monumento-da-vitoria/

Livro de António Júlio Emerenciano Estácio e António Manuel de Paula Saraiva, de 1993, (1) responsáveis pelo pelouro das zonas verdes das duas câmaras do território nessa altura e dedicado “À memória de quantos como Tancredo Caldeira do Casal Ribeiro e Alfredo Augusto de Almeida, dedicaram grande parte das suas vidas e do seu saber em prol dos Zonas Verdes do território de Macau”.

Jardins e Parques de MacauDa “Introdução” retiro:
Alguns jardins têm uma grande carga histórica e mesmo científica, como, por exemplo, os jardins de Camões e da Flora, enquanto outros encerram um simbolismo muito especial como sucede em relação ao Jardim de Lou Lim Ioc.
A par dos jardins propriamente ditos possui a península de Macau, sete colinas – Guia/S. Jerónimo (S. Januário), Barra, Monte, Mong-Há, D. Maria, Penha e Ilha Verde – as quais, por terem sido utilizadas para fins militares ou por instituições religiosas, se mantiveram como Zonas Verdes.
Por serem colinas, são visíveis de muitos pontos – isto é, são zonas dominantes da paisagem – contribuindo, em parte, para que Macau se apresente com uma certa imagem de enquadramento verde.
No entanto, e muito lamentavelmente, as Zonas Verdes têm sofrido, nos últimos anos, um autêntico cerco imobiliário que a continuar, poderá transformá-las em “jardins interiores” – o que constituirá uma perda para a imagem do território, nomeadamente na cidade de Macau.”
Os autores descrevem de forma sucinta, a realidade histórica, social, botânica e paisagística, ilustrando com fotografias coloridas, os seguintes Jardins: Camões, Lou Lim Ioc, de S. Francisco, da Flora, da Montanha Russa, de Vaco da Gama, da Vitória, de Santa Sancha, Interior do Leal Senado, e ainda os Parques, Dr. Sun Iat Sen e da Guia.
(19 ESTÁCIO, António J. E; SARAIVA, António M. P. – Jardins e Parques de Macau. 1.ª Edição. Instituto Português do Oriente, 1993, 62 pp., ISBN 972-8013-06-X, 32 cm x 23,5 cm

Roteiro do Ultramar Av. Alm. RibeiroAvenida Almeida Ribeiro, em Macau

 “Começa na Rua da Praia Grande, em frente da Avenida Infante D. Henrique e termina na Rua do Visconde de Paço de Arcos, em frente da ponte cais n.º 16. Esta avenida foi rasgada em 1915 pelo Eng. Director das Obras Públicas, António Pinto de Miranda Guedes. Porque tem esse nome? Pura e simplesmente porque esse homem quando ministro das colónias (1913-1914) sancionou a verba para a expropriação das casas para a abertura da avenida.” (1)
Os chineses chamam à Avenida, San Má Lou (新馬路) e por vezes, Tai Má Lou (大馬路) (2)

Roteiro do Ultramar Hotel Kuoc ChaiModerno Hotel «Grand» em Macau

 O hotel «Grand» ou Grande Hotel, mais conhecido por Hotel Kuok Chai. Ver referências em anterior “post”:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-kuok-chai-grande-hotel/

Roteiro do Ultramar Baía da Praia Grande “Baía da Praia Grande, em Macau”

 A Praia, ao norte, terminava no Forte de S. Francisco. Com a construção do porto, fizeram-se grandes aterros, que engoliram o pedaço de mar desde o sopé das colinas de S. Januário e da Guia e de D. Maria até à marginal do Porto; e desde o Clube Militar e do Jardim de S. Francisco até à Esplanada em frente do Liceu (nesta foto ainda não existente).  A única coisa que nos resta são as árvores seculares do Jardim de S. Francisco, que, com as da Praia Grande (as centenárias árvores do pagode – «banyan trees») continuam a agitar os seus braços possantes e a murmurar entre si os seus segredos e a afagar-nos coma sua sombra maternal.” (3)
Fotogravuras do livro de
GONÇALVES, Manuel Henriques – Roteiro do Ultramar. Lisboa, 1958, 131 p.
(1) TEIXEIRA, P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume II. ICM, 1997, 560 p
(2) 新馬路mandarim pinyin: xin ma lù; cantonense jyutping: san1 maa5 lou6) tradução literal – avenida/rua nova para cavalos.
大馬路mandarim pinyin: dà ma lù; cantonense jyutping: daai6 maa5 lou6) – tradução literal- grande avenida para cavalos.
(3) TEIXEIRA,  P. Manuel – Toponímia de Macau, Volume I. ICM, 1997, 667 p.

Continuação da reprodução dos mapas de Macau, já apresentados em anterior “post”(1), do Boletim da Agência Geral das Colónias de 1929 (2)

Mapa de Macau e Arredores 1929 (AGC) II“Macau – O novo pôrto de Macau e a sua situação no Extremo Oriente”

 O mapa de Macau e a Ilha da Taipa com a escala de 1 / 80.000 e a outra com a escala de 1/100.000.000.
Assinalado a duração da carreira marítima para Cantão de 8 horas e para Hong Kong de 4 horas. No mapa à esquerda, a indicação do chamado “Porto Novo” com os aterros desde a Fortaleza de S. Francisco até à praia de Cacilhas(posteriormente chamados aterros do Porto Exterior)

Mapas de Macau 1929 Projecto aterroMapa com o projecto para o aterro da parte norte da enseada da Praia Grande e prolongamento e rectificações das ruas e avenidas existentes.

Assinaladoas neste mapa, algumas propostas interessantes, de espaços, avenidas e edifícios públicos, mas que nunca foram concretizadas: uma “Avenida de Portugal” (paralela a norte da Avenida Almeida Ribeiro com indicação de “trenvias e eléctricas” (instalação de «eléctricos») (3) passando por uma “Praça Afonso de Albuquerque” com um “Lago” e um “Tribunal”;  um “Museu” sensivelmente à frente de Sta Clara (Colégio de Santa Rosa de Lima), uma “Avenida da Catedral” que ligaria  a Sé Catedral à Rua das Estalagens e Ruínas de S. Paulo.

Propostas que foram concretizadas: prolongamento da “Avenida Almeida Ribeiro para os novos aterros da Praia Grande, a rectificação da “Rua Conselheiro Ferreira de Almeida (depois classificada como Avenida), o prolongamento da “Avenida Sidónio Paes”

Algumas sinaléticas também interessantes no mapa: atrás do “Cinema Victória” existia um “Hotel Presidente”; atrás do “BNU” estava um “Hotel”; uma “Calçada de Sta Clara” (hoje Jardim S. Francisco).

(1) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/03/12/mapas-de-macau-de-1929-i/  
(2) Boletim da Agência Geral das Colónias, Ano V, N.º 53, Novembro de 1929, 236 p., + |8|.
Sobre este número, dedicado a Macau, ver anterior “post”
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/10/leitura-macau-no-boletim-da-agencia-geral-das-colonias-1929/
(3) “Tranvia electrica” – caminho de ferro de carris, pelo sistema americano (do castelhano tranvia, do inglês tramway) (Dicionário da Língua Portuguesan de Cândido de Figueiredo.

No dia 3 de Janeiro de 1864, (1) realizaram-se em Macau, por motivo do nascimento de D. Carlos, (2) estrondosos festejos com iluminações, récita de gala no Teatro D. Pedro V (3), banquete no Palácio do Governo e no do Barão de Cercal (4), fogos de artifício e outros divertimentos no Campo de S. Francisco (5), tendo tido os espectáculos teatrais chineses, realizados nos dias 4, 5 e 6, uma frequência diária de quatro a cinco mil espectadores (6)

Rei D. Carlos I
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Carlos_I_de_Portugal.jpg
(1)   Já em 1 de Dezembro de 1863 havia sido celebrado, em Macau, o nascimento do príncipe. Idênticas celebracões festivas pelo Príncipe, foram realizadas a 12 de Maio de 1864, pelo reconhecimento como sucessor do trono e quando o Príncipe se casou, o Decreto de 13 de Maio de 1886 ordenou igualmente festejos públicos, o mesmo se verificando a 22 de Março de 1887, pelo nascimento do Principe da Beira.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XIX, Volume 3. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1995, 467 p (ISBN 972-8091-10-9).
(2)   D. Carlos I de Portugal (nome completo: Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon e Saxe-Coburgo-Gotha), filho de D. Luís I e de Maria Pia de Saboia. Penúltimo rei de Portugal.
Nasceu em Lisboa a 28 de Setembro de 1863 e faleceu a 1 de Fevereiro de 1908 (morto pelos disparos, no Terreiro do Paço). Subiu ao trono em 1889.
(3)   Sobre o Teatro D. Pedro V, ver:
      http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/08/leitura-o-teatro-d-pedro-v-ii/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/07/noticias-de-7-de-marco-de-1857-teatro-d-pedro-v-i/
(4)   Sobre o Palácio e o Barão de Cercal, ver:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/31/noticias-31-de-outubro-de-1872/
(5)   Em 1861 o governador Coelho do Amaral mandou demolir o Convento de S. Francisco, (嘉思欄修院 / 聖方濟各修院), fundado por franciscanos castelhanos a 2 de Fevereiro de 1580, (por isso, na toponímia chinesa ,o jardim de S. Francisco  tem o nome de Ka-Si-Lán-Fá Yun, 加思欄花園,isto é “Jardim dos Castelhanos“). Em 1585, os franciscanos castelhanos foram substituídos por franciscanos portugueses e, em 1834, por as ordens religiosas terem sido extintas em Portugal e por isso também em Macau, o Governo de Macau tomou posse do terreno e seus bens.
O Convento foi demolido e, no seu lugar, construído um quartel, batalhão de primeira linha, que o destacamento ocuparia a partir de 30 de Dezembro de 1866.
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/29/leitura-descripcao-de-macau-em-1837/
Toponímia Jardim de S. FranciscoA zona arborizada foi transformada em jardim público – Jardim de S. Francisco considerado o 1.º jardim público de Macau. O jardim tinha sucessivos patamares até ao Rio das Pérolas e perdeu essa ligação ao mar com os aterros da Praia Grande, em 1920. Posteriormente com a abertura da Rua da Santa Clara, em 1935, foi-lhe retirada vasta área (destruída também o coreto onde a alta sociedade convivia ao princípio da noite e ouvia música).
(6)   GOMES, Luís Gonzaga – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.

NOTA 1: Aproveito para chamar a atenção para um trabalho de investigação de Joana S. Pinto Brun sobre “Os Jardins Históricos de Macau”. Trata-se de um trabalho de dissertação para mestrado em Arquictetura Paisagística (Universidade Técnica de Lisboa) de 2011 e que recomendo a sua leitura, disponível em:
http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/…/Dissertacao_JoanaSPBrum.p…‎

Convento de S. FranciscoConvento de S. Francisco

(TEIXEIRA, Pe.. Manuel – Os Militares em Macau. Edição do Comando Territorial Independente de Macau, 1976, 614 p.)

NOTA 2: Recordo ainda aqui a canção dedicada ao “Jardim de S. Francisco”, da Tuna Macaense, de 1997, do album “Titi Bita di Lilau”. A melodia é de António dos Santos Dias. Disponível no You Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=Q3RCf0ugE0w

Macau cidade pitoresca IIMacau cidade pitoresca IUm artigo (com fotografias legendadas) de M. Antunes Amor, inspector de Instrução Primária do Estado da Índia, publicado na “Ilustração Portugueza“, n.º 896, 1923 pp. 495-497.
Manuel Antunes Amor esteve em Macau, em 1922, onde realizou um “filme” destinado à Exposição do Rio de Janeiro (1)

     “Quem não conhecer Macau de visu, não poderá fazer idéa das belezas naturais que ornam aquela nossa pérola do Extremo Oriente.
Gozando duma prosperidade, hoje inegualada por qualquer outra das nossa colonias, mercê dos milhões de patacas auferidos pelo Estado, com os monopólios do fabrico do opio (2), do jogo do fan-tan, das loterias do san-pio e p´u-pio, do sal, etc. (3)

Macau cidade pitoresca IIIA bahia da Praia Grande

     Macau deslumbra o visitante, pela actividade fabril e comercial dos seus oitenta mil habitantes da raça chineza, pela elegancia e riqueza das construções, pela limpeza e boa conservação do pavimento das ruas, pelo cuidado com que são tratados os seus jardins, pelas belas perspectivas que os acidentes do terreno oferecem e, finalmente, pelas grandiosas obras do porto de navegação oceanica, ha pouco iniciadas por uma companhia holandeza.

Macau cidade pitoresca IV1 – A Praia Grande vista do Jardim de S. Francisco

Macau cidade pitoresca V2 – Um Junco  chinez

          Para os chinezes multi-milionarios é lugar de repouso, gozo e segurança nos seus palacios encantadores. Para o viajante é a cidade rica de prazeres, o clima suave, a estancia pitoresca, onde os dias passam velozes, sem que os seus olhos se fatiguem de vêr.

Macau cidade pitoresca VI3 – O porto interior, visto de bordo de um navio

 Macau cidade pitoresca VII4 – O vapor Sui-An, da carreira de Macau-Hong Kong  (Este navio foi, recentemente, saqueado pelos piratas) (4)

             Para o militar e para o funcionario civil, se não fôr o Eldorado onde a «arvore da pataca» floresce e frutifica prodigamente, é pelo menos, o sitio do Ultramar que, no clima e nos hábitos de vida dos coloniais, mais se irmana à Mãe-Pátria.”

Macau cidade pitoresca VIII5 – O porto interior, coalhado de juncos e lorchas

 (1) “1922  (Maio) – Exibiu-se no Cinematógrafo “MACAU” um filme de Macau destinado à Exposição do Rio de Janeiro. Apesar de algumas passagens escuras, é muito interessante e foi inteiramente feita por um amador, Sr. Manuel Antunes Amor (Inspector de Instrução Primária do estado da Índia).” (2)
(2) Regista-se que com a realização da Terceira Conferência Internacional do Ópio, em 1914,  Macau iniciou a supressão total do uso do ópio com redução da sua importação. No ano de 1923, publicou-se no Território novo Regulamento do comércio do ópio. Na verdade, a boa situação económica de Macau de 1918 a 1921, deveu-se sobretudo ao rendimento do exclusivo do ópio.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XX, Volume 4. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, 2.ª Edição, Macau, 1997, 454 p (ISBN 972-8091-11-7)
(3) A data aproximada da criação do jogo de fan-tan é 1849.  O Pac-Hap-Piu foi regulamentado em 1876. O artigo, sendo de 1923, não menciona ainda a exploração de corridas de cavalo que terá começado em 1924.
SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XIX, Volume 3.  Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1995, 467 p (ISBN 972-8091-10-9)
(4) “19-10-1922 – Durante a sua viagem de Macau a Hong Kong, o barco “Sui-An”´ da carreira entre estas duas cidades, foi assaltado e pilhado por 50 piratas chineses, disfarçados  em passageiros, e comandados por uma mulher, que foi logo prostrada por um tiro de revólver, disparado pelo comissário Frederico d´Eça, o qual lhe acertara num ombro. Durante o assaltado ficaram feridos o capitão do barco Birss e outros passageiros ingleses. O produto da pilhagem foi de $50.600 patacas
VER: http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/10/19/noticias-de-pirataria-19-de-outubro-de-1922/
GOMES, Luís G. – Efemérides da História de Macau. Notícias de Macau, 1954, 267 p.

Postal MACAU no Seculo XIX Jardim de CamõesPubliquei em (1), uma foto antiga, reproduzida em postal, da série “MACAU POST CARD”, com o título “Macao, Public Garden”,  em que no verso tem a seguinte legenda (em português, chinês e inglês): “白鴿巢公園 (3) / Park Camoes /Jardim de Camões.”

No entanto, “descubro” o mesmo Postal, reproduzido no livro de João Loureiro (2),  com o título “Jardim de S. Francisco / St. Francis Garden” (Editor/Publisher: Turco Egyptian Tobacco Store – Hong Kong) , cerca de 1900.

Reparo também que uma foto, com imagem muito semelhante, que publiquei em (3), da série “POSTAIS – MACAU ARTÍSTICO” (4), de 1922, apresenta o título “Jardim de S. Francisco”.

MACAU e o seu porto - Jardim S. FranciscoAssim, fica-se a dúvida embora, em minha opinião, a legenda mais correcta para o primeiro postal, seria: “Jardim de S. Francisco“.

Embora conste anteriormente, indicações do Jardim de S. Francisco, o aforamento deste Jardim foi somente a 7 de Setembro de 1899. (5)

(1) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/02/20/postal-antigo-macau-do-seculo-xix-ix-jardim-de-camoes/
(2) LOUREIRO, João – Postas Antigos de Macau. Edição de João Loureiro e Associados Lda., 2.ª edição, 1997, 139 p.
(3) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/01/18/postais-macau-artistico-v/
(4) LACERDA, Hugo (coord) – Macau e o seu futuro porto. Macau: Tip. Mercantil – N. T. Fernandes e Filhos, 1922, 84 p.:il; 25 cm + |2| mapas desdobr.
(5) SILVA, Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau Século XIX, Volume 3. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1995, 467 p (ISBN 972-8091-10-9)

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