Archives for category: Ligação Macau-Hong Kong

Algumas fotografias do Porto Exterior do meu álbum, tiradas neste dia.
A primeira foto é o que está mais bem conservada, sem manchas de humidade. As restantes estão manchadas.

As duas primeiras foram tiradas do Miradouro de Nossa Senhora do Mar na Estrada de Cacilhas e vê-se o Hospital Central Conde de S. Januário, o Hotel Matsuya (1) e o edifício em construção (habitação) à direita, na foto. No sopé da colina, algumas vivendas entre elas, a Vila “Tai Yip” (2) e a Escola Pui Tou, na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues.

9DEZ1964 Hospital-Matsuya IA seguir a mesma foto apresentada já em (1) tirada do mesmo sítio, vendo-se melhor, no sopé da colina, as hortas e as barracas.

9DEZ1964 Hospital-Matsuya II

As duas fotografias que se seguem foram tiradas da parada do Quartel da Guia – a ponte cais do Porto Exterior com o navio “Macau” atracado, da carreira diária de ligação Macau – Hong Kong , e o arvoredo da colina.

9DEZ1964 Ponte Cais Porto Exterior

Nesta foto à esquerda o que restava do Hangar e as primeiras construções “modernas” nestes aterros.

9DEZ1964 Ponte Cais Hangar Porto Exterior

As duas seguintes foram tiradas na Avenida, à beira mar. A primeira, da bancada principal do Grande Prémio, visualizando a ponte cais do Porto Exterior.

9DEZ1964 Ponte Cais

Esta a seguir, já apresentada em (3), a colina da Guia, a estrada de Cacilhas e os aterros ainda com as barracas e as hortas.

9DEZ1964 PColina Guia Est Cacilhas(1) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/31/caixa-de-fosforos-hotel-matsuya/
(2) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/07/lugares-de-outrora-vila-tai-yip/
(3) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/05/10/estrada-de-cacilhas-i/

A equipa de honra do Hóquei Clube de Macau defrontou-se, deste dia, com uma forte selecção de Hong Kong, em encontro considerado de «Interport não oficial», tendo o produto das entradas revertido, a favor do fundo do «Natal dos Pobres de Macau»
O jogo, patrocinado pela Dra. D.ª Laurinda Marques Esparteiro, teve a assistência de mesma e do Governador de Macau, além de outras autoridades e dum numeroso público.

MACAU BI III - 56 Hóquei em campoAntes de iniciarem a partida, os jogadores foram apresentados à patrocinadora do encontro, que a todos agradeceu a contribuição que iam dar para a realização do jogo em benefício dos pobres desta terra.
Os primeiros minutos do jogo pertenceram à equipa de Hong Kong, que atacou severamente o campo de Macau… (…)
Com o jogo neste andamento, Macau sofreu o seu primeiro golo aos 13 minutos da abertura em consequência daquele começo infeliz.
Felizmente para a cores locais, este primeiro golo, longe de desanimar os jogadores, teve, pelo contrário, o condão de os despertar da «sonolência», impelindo-os para uma reacção bastante favorável.
E foi assim que, ainda não eram decorridos 4 minutos, já Macau tinha alcançado o seu primeiro tento, que veio a colocar o marcador em 1-1…(…)
Contudo aproveitando um falhanço dum dos elementos locais, perto da linha das 25 jardas, Hong Kong logrou marcar o seu segundo golo.
Macau voltou a igualar pouco depois, e um terceiro golo foi ainda alcançado pouco antes do intervalo. Este chegou com o marcador em 3-2, a favor dos locais…(…)
O marcador, em toda a segunda parte do jogo manteve-se sem alteração.” (1)

MACAU BI III - 63 Selecção de  Hóquei em campoMacau alinhou os seguintes jogadores:
Sentados na primeira fila da esquerda para a direita: Cristóvão dos Santos; Alfredo Néry e Armando Basto;
Na segunda fila: Herculano da Rocha (cap.), José V. do Rosário e Amadeu Cordeiro;
Na terceira fila: Luís da Cunha, Fernando Marques, Lourenço Ritchie, Augusto Jorge e Albertino Almeida.
Na foto, também Leonel dos Passos Borralho, dirigente (membro suplente da direcção do Hóquei Clube de Macau)

(1) Macau Boletim Informativo, 1955

A começar em 24 de Novembro de 1959, no Teatro Apollo, um espectáculo para maiores de 17 anos, nas três sessões habituais diárias, o filme

HONG KONG CONFIDENTIAL
“Hong Kong, Confidencialmente”

24NOV1959 HK Confidential

De Hong Kong só o título e a localização do enredo pois  foi todo filmado em estúdio, em Los Angeles.

HK ConfidentialTrata-se de um filme de 1958, de baixa orçamento (o chamado “Movie B”), com o tema espionagem/crime (relacionada com a guerra fria, América  versus comunismo),
Filme a preto e branco, dirigido por Edward L. Cahn com o actor Gene Barry (1919-2009.
Foi o último filme da actriz Beverly Tyler (pouca conhecida) que faleceria aos 78 anos. (1927-2005).
24NOV1959 HK Confidential versoVi o filme em TV, há alguns anos,  não é um bom filme mas vê-se bem como entretimento.

Pode-se  ver um trailer do filme em:
https://www.youtube.com/channel/UCTkkru8yfmsDbVQhtR4ZYYg  
Dois filmes referenciados um na “PRÓXIMA MUDANÇA” e outro “BREVEMENTE

Yersteday´s EnemyYesterday´s  Enemy” (Inimigos de ontem)  é um filme inglês, de 1959, dirigido por Val Guest com os actores, Stanley Baker, Gordon Jackson e Leo Mckern.  Filme sobre a 2.ª Guerra Mundial, mais precisamente, a campanha britânica na selva de Burma (Birmânia).
Ver “trailer”
https://www.youtube.com/watch?v=mX0SN2Ozyzs

DestryDestry” (em Portugal: “Antro da Perdição”) filme de 1954, realizado por George Marshall, “western” em tom de comédia com o popular actor (nessa época) Audie Murphy, conhecido pelos filmes de “cowboys a sério”. Produção da U. I. (Universal-International).
Ver “trailer” em:
https://www.youtube.com/watch?v=T-Fhgzypv0w

Os posters foram retirados de
http://wheredangerlives.blogspot.pt/2010/11/hong-kong-confidential-1958.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Yesterday%27s_Enemy#mediaviewer/File:Yesenpos.jpg
http://en.wikipedia.org/wiki/Destry_%28film%29

Em 27 de Março de 2013, publiquei uma “NOTÍCIA – RANCHO FOLCLÓRICO EM HONG KONG – 1954” com uma foto (má impressão) que tinha sido retirado de “Macau Boletim Informativo”. (1)

A minha amiga Maria Leonor Ranito que participou nesse rancho folclórico, enviou-me, uma fotografia idêntica a essa (com ligeiras diferenças) tirada no salão do Clube Militar, que muito agradeço.
E mais, elogio a sua  memória pois conseguiu identificar todos os intervenientes.

Rancho Folclórico Clube Militar 1954
Assim, segue a legenda para identificação das pessoas que obedece ao seguinte critério: começando sempre pela esquerda da foto, temos 13 pessoas sentadas na 1ª fila numeradas de 1 a 13, a 2ª fila, com 11 pessoas, corresponderá os números de 14 a 24 e a 3.ª fila com os 5 músicos que estavam a cumprir o serviço militar em Macau.
1 – Maria Cristina Marques Mano.
2 – Correia Marques.
3 – Mariazinha Machado.
4 – Viriato Osório.
5 – Edith Maneiras.
6 – David Nóbrega.
7 – Carocha.
8 – Gil dos Santos.
9 – Maria da Graça Ranito.
10 – Vicente Magalhães da Silva.
11 – Gaby Andrade.
12 – Garrido.
13 – Maria Leonor Ranito.
14 – Mariazinha Pinto Ribeiro.
15 – Mourão.
16 – Ruby Senna Fernandes.
17 – Aguiar.
18 – Fernanda Osório.
19 – Tonecas Maneiras.
20 – Arlete Senna Fernandes.
21 – Daniel Andrade (irmão da Gaby)
22 – Eduarda Coelho.
23 – José Ranito.
24 – Mário Barata da Cruz.

Clube Militar  iluminado 1960Clube Militar iluminado em 1960
(Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique)

O Grémio Militar foi fundado em Macau em 1870 por um grupo de oficiais das forças do Exército de Macau. O primeiro presidente da colectividade foi o Capitão Manuel de Azevedo Coutinho.
Durante a Guerra no Pacífico (1941-1945), o Grémio passou da mão dos sócios para mão do governador tendo ali sido instalados os refugiados de Hong Kong. Terminou a guerra em 1945 e os refugiados regressaram a Hong Kong. O Governo, tratando o edifício do Grémio como coisa própria, mandou instalar lá a Repartição da Fazenda que funcionava no Palácio de Governo. Construído e inaugurado o Palácio das Repartições, o edifício do velho Grémio, foi entregue aos serviços militares para instalação do Clube Militar. A Comissão Administrativa do Clube Militar nomeada em 29 de Outubro de 1951 pelo Governo (2) convidou o Ministro do Ultramar,  Manuel Maria Sarmento Rodrigues para o inaugurar em 30 de Junho de 1952.

(1)  Ver em:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/27/noticia-rancho-folclorico-em-hong-kong-1954/
(2) O Governo deu ao Grémio $ 31.920,00 pelos anos que o ocupou sem pagar aluguer e dois donativos: um de $15.000.00 e outro de $1.500,00, ao todo $48.420,00. Foi com este dinheiro que a comissão administrativa comprou o mobiliário e os ricos lustres que lá se vêm hoje (TEIXEIRA, Pe. Manuel – Os Militares em Macau)

MOSAICO III-15-16  4NOV1951 Hockey Club de Macau AA EQUIPA A DO HOCKEY CLUB DE MACAU

 No dia 4 de Novembro de 1951, no campo desportivo de hóquei do Tap Seac, defrontaram-se em animados desafios os grupos das 1.as e 2.as categorias dos Argonautas de Hong Kong e Hockey Club de Macau. O grupo da 1.ª categoria de Macau empatou, por 2 a 2, com o grupo correspondente de Hong Kong.

 MOSAICO III-15-16  4NOV1951 Argonautas de HK AA EQUIPA A DOS ARGONAUTAS DE HONG KONG

O grupo da 2.ª categoria de Macau conseguiu derrotar o grupo de 2.ª categoria de Hong Kong por 7 a 1.

MOSAICO III-15-16  4NOV1951 Hockey Club de Macau BA EQUIPA B DO HOCKEY CLUB DE MACAU

MOSAICO III-15-16  4NOV1951 Argonautas de HK BA EQUIPA B DOS ARGONAUTAS DE HONG KONG

Retirado de MOSAICO, VOL. III, 1951

O Hóquei Clube de Macau assinalou neste dia 2 de Outubro de 1955 a abertura da época de hóquei em campo com a realização de três encontros. A convite do referido clube, deslocaram-se a Macau para a realização dos três encontros, os grupos de honra do Regimento de Hong Kong (faziam parte desta equipa visitante alguns dos melhores hoquistas de Hong Kong, quase todos portugueses), o «onze» do 14.º Regimento de Artilharia (da 1.ª divisão de Hong Kong), que jogará contra a equipa «B» do Hóquei Clube e duas equipas femininas, também de Hong Kong, a «Gremlin´s» e a Força Auxiliar do Exército.
A série iniciou com o encontro de exibição entre as equipas femininas que terminou por 7 a 0, a favor da «Gremlin´s».
Seguidamente, o grupo B do Hóquei Clube de Macau enfrentou o «onze» do 14.º Regimento de Artilharia, terminando a partida com o resultado de 9 a 0, a favor do grupo local.
Para registo fica os nomes dos jogadores que alinharam:
Pereira; Henrique da Silva e Alberto Colaço; Rigoberto do Rosário, Bosco da Silva e Humberto Rodrigues; Fernando Nascimento, Pedro Lobo Jr, Nuno dos Santos, Lisbelo da Luz e Américo Cordeiro
Marcaram pela equipa macaense: 5-0 na primeira parte – Nuno dos Santos (3 golos) , Américo Cordeiro e  Pedro Lobo Jr. E 4-0 na segunda parte: Lisbelo da Luz (2 golos) e Américo Cordeiro (2 golos).

O encontro principal (com as bancadas completamente cheias) era aguardado com ansiedade já que após quase 4 meses sem hóquei e após preparação intensiva (mesmo em período de defeso, a preparação da equipa não foi descurada) com o objectivo da sua participação nos Jogos Olímpicos de Melbourne (sobre este episódio, ler anterior post) (1), os espectadores queriam apreciar o comportamento da equipa.
A equipa de Macau apresentou: Cristóvão dos Santos; João Nolasco e Armando Basto; Herculano da Rocha, José Victor do Rosário e Amadeu Cordeiro; Frederico Nolasco, Fernando Marques, Lourenço Ritchie, Albertino Almeida e Luís Cunha.
Aos 23 minutos da abertura, Macau ganhava por 1-0, graças ao interior direito Fernando Marques, dum «penalty-bully». Seis minutos depois Albertino Almeida marcava o 2-0.

15.º Int Hóquei em campo 1955Esta foto (com má qualidade de impressão) da equipa de honra do Hóquei Clube de Macau foi tirada em Janeiro de 1955, aquando do «Interport» de hóquei em Campo com a selecção de Hong Kong (a equipa macaense venceu por 1-0). (2)

A 2.ª parte é inaugurada com um lindo remate de Dallas, avançado-centro de Hong Kong. Mas a reacção da equipa macaense não se fez esperar. Marcaram mais quatro golos, obtidos por Lourenço Ritchie (2 golos) e Fernando Marques (2 golos) (3)
O cometário do jornalista (3): “Na equipa de Macau houve elementos que não deram o máximo do seu contributo para uma exibição em cheio. Mas agradou-nos verificar que a nenhum faltou o necessário fôlego para acompanhar as jogadas até ao fim, resultado, certamente de preparação recebida anteriormente. Houve jogadas estéreis para a galeria («back-hand» e «first-times»), que além de desnecessárias, são por vezes prejudiciais, mas estes defeitos corrigem-se facilmente, estamos certos
(1) Ver: http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/11/22/noticia-de-22-de-novembro-de-1956-hoquei-em-campo-e-os-jogos-olimpicos-de-melbourne/  
(2) Na foto além dos jogadores, aparecem Leonel dos Passos Borralho (de pé à esquerda da foto), membro da Direcção como suplente e o Dr. João dos Santos Ferreira (treinador da equipa) (de pé à direita da foto)
A Direcção do Hóquei Clube de Macau, nesse ano, era constituída por:
Presidente: Pedro Hyndman Lobo
Secretário: Joaquim Morais Alves
Tesoureiro: Herculano Silvânio da Rocha
Vogais: Eng.º Humberto Fernando Rodrigues e Frederico Nolasco da Silva
(3) Dados recolhidos de MACAU Boletim Informativo,n.ºs 52/53, 1955.

Pequeno opúsculo editado da Agência Geral do Ultramar (sem data, somente a indicação de “NEOGRAVURA – LISBOA – 5.000 ex”.; mas muito provavelmente do final de 50) (1), com o mesmo tamanho (16,5 cm x 12 cm) e impressão gráfica do opúsculo que publiquei em “FOLHETO DE PROPAGANDA – MACAU, PORTUGAL NO ORIENTE I e II”, impresso em 1964. (2)

Macau Terra de Maravilha AGU  CAPA CONTRACAPA

O desenho da capa é de Fausto Rocha
Na contra-capa , o mesmo mapa de Macau (colorido mas com cores diferentes) existente na contra-capa do opúsculo “MACAO – UNE VILLE PORTUGAISE” (impresso em francês) (3)

Macau Terra de Maravilha AGU  1.ª Página1.ª Página, com uma fotografia da Rua da Felicidade

Embora o título seja diferente, assim como as fotografias (24 fotos, todas a preto e branco), o conteúdo é igual ao publicado, em 1964 (2). Apresenta o mesmo número de páginas: 32 páginas.
Assim os pequenos capítulos subdivididos são iguais. Escolho outros parágrafos, iguais nas duas edições.
1 -” Macau – terra maravilhosa“
Em 1910, Macau tinha apenas 3,380 quilómetros quadrados. Por causa de aterros efectuados para a construção do seu porto exterior e devido à reunião de lodos trazidos pelos braços do delta passou a contar, em 1927, mais 2,042 quilómetros quadrados. E desde essa altura, mercê de novos trabalhos a superfície da cidade não deixa de aumentar.…” (p. 3)

Macau Terra de Maravilha AGU Av. Almeida Ribeiro I“Trecho da Avenida Almeida Ribeiro”

2 – “Uma cidade maravilhosa “ (a única alteração é no título, na edição de 1964 é: “Uma grande cidade“)
A cidade tem uma vida intensa vida nocturna. Talvez de noite ela, seja ainda mais bela, mais aliciante, mais sedutora e mais original. Uma volta de automóvel por Macau faz-se em vinte minutos. O carro deixa a Almeida Ribeiro e entra na rua Pereira Marques, de grande movimento de gente e muita vida comercial. Da banda da direita, onde fica o porto interior, há uma série de pontes-cais, onde se embarca para Hong Kong, para Coloane e para a Taipa….…” (p. 6)

Macau Terra de Maravilha AGU Av. Almeida Ribeiro II“Outro trecho da Avenida Almeida Ribeiro”

3 – “Um elevado nível de cultura” 
“Na rua de Felicidade, que é caracteristicamente china, moram as mais lindas cantadeiras dos banquetes. São raparigas profissionais, muito dignas dentro do seu conceito de moral oriental, que, sendo diferente do nosso se deve apenas considerar como diferente.,. ” (p. 12).
4 – “Um pouco de história“.
5 – “A cidade de Macau
Em especial, no período que vai de Outubro a Março, na segunda monção, a cidade goza de magníficos dias, iguais aos de Lisboa. De Abril a Setembro é o tempo característico dos tufões que assolam os mares da China. Maca, porém, é raras vezes directamente vítima dessas terríveis tempestades. (p. 22)

Macau Terra de Maravilha AGU Rua Comercial“Uma rua comercial”

6 – “A ilha da Taipa
A Taipa Pequena, bastante pinturesca, possui duas praias e é muito acidentada, com vales de densa vegetação. Possui cais acostável, é servida por boas estradas e ali se encontra instalada uma importante indústria de fogo de artifício…” (p. 23)
7 – ” A ilha de Coloane“
Perto de Ká Hó estão instalados seis pavilhões que abrigam os leprosos que aparecem na província e ali são internados. Trata-se de um estabelecimento hospitalar considerado, no género, dos melhores de todo o Extremo Oriente. Ainda mais acidentada que, a Taipa, a ilha de Coloane possui igualmente vales pitorescos e abundante vegetação……” (p. 24)
8 – “Meios de comunicação
A viagem demora, aproximadamente, mês e meio e o turista que, largado de Lisboa, queira visitar Macau tem amplo tempo para descansar e ver algumas das mais belas e populosas cidades do Oriente. Os navios desta carreira escalam, entre outros, os portos de Porto Said, Suez, Mormugão, Singapura, Hong Kong e Macau. Alternadamente visitam também Dili, capital do nosso Timor e Manila, nas Filipinas….…” (p. 26)
Os procedimentos para “a entrada e permanência de estrangeiros” na edição 1964 eram ligeiramente diferentes, “a entrada ou permanência de estrangeiros na Província de Macau”: os vistos de entrada tinham a validade de quinze dias para os eram tirados nas representações diplomáticas e sessenta dias para os que eram  emitidos  nas representações consulares,  enquanto que , em 1964,  eram, respectivamente, de vinte e noventa dias.
A indicação dos “passeios e locais, dignos de visitar”, é idêntica nas duas edições.

Macau Terra de Maravilha AGU Páginas CentraisNas páginas centrais onde estava a foto de Macau, tirada do Farol da Guia na edição de 1964 (1),  nesta edição, encontra-se duas fotos: à esquerda: “uma vista parcial da Zona norte da cidade de Macau, tirada da Penha” e à direita: “Jardim de Camões”.

As alterações mais significativas encontram-se (nesta edição) nas indicações de:
Hotéis com os seus preçários (onde subdivide em “Principais Hotéis Europeus” e Principais Hotéis Chineses”) Ainda listava o «Hotel Central» que já não figura na edição de 1964.
Restaurantes (só estão referenciados: Fat-Siu-Lau – comida europeia, com especialidade em pratos de bacalhau; Golden Gate – comida europeia; Ruby – comida europeia; Long Kei – comida chinesa; Golden City – comida chinesa).
Teatros, cinemas e outros divertimentos- idêntico nas duas edições.
Acontecimentos anuais: Macau Grand Prix, Concurso hípico (Outubro); Feira Popular (Agosto a Novembro); Feira dos Santos Populares (Junho); Exposição Filatélica (permanente).
Festas religiosas.
Horário dos vapores da carreira de Hong Kong (referência somente ao «Tak Shing», «Tai Loy» e «Fat-Shan»)
Consulados (endereços) da Grã-Bretanha, Holanda, Tailândia e Delegação Especial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
Principais bancos (idênticos nas duas edições: Banco Nacional Ultramarino, Banco Tai Fung e Banco Lam Tong).
Agências de viagens (Agência Geral de Turismo, H. Nolasco & C.ª Lda., Companhia de Auto-carros «Fok Lai» e «Macao Air Transport»)
A indicação do Turismo, na edição de 1964:
Centro de Informação e Turismo – Palácio da Praia Grande – Tel. 2898
Nesta edição:
Secção de Propaganda e Turismo da Repartição Central dos Serviços Económicos.

(1) A descrição da ”entrada ou permanência de estrangeiros “, “hotéis “ e outros pequenos dados “turísticos”, leva-nos a pressupor que esta edição deverá ser do final da década de 50.

3 edições de MACAU AGUAs 3 edições referidas: 195? , 196? (em francês) e 1964

(2) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/03/21/folheto-propaganda-macau-portugal-no-oriente-i/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/03/folheto-de-propaganda-macau-portugal-no-oriente-ii/
(3) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/04/17/folheto-propaganda-macao-une-ville-portugaise/

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