Archives for category: Ligação Macau-Hong Kong

Livro de Manuel Henriques Gonçalves, “Roteiro do Ultramar (1), de 1958 (traz a indicação de 1959, na lombada) pretende ser, conforme afirma o autor “… uma síntese da história, da geografia, das raças, das produções, das possibilidades sociais e turísticas, dos meios de comunicação, numa palavra, – da vida desses pedaços de Portugal, que, como há oito séculos, continua a ser um povo de missão…..”

Roteiro do Ultramar CAPA

Não traz a indicação da editora mas muito possivelmente da Agência Geral do Ultramar, dentro da política de propaganda ultramarina.

Roteiro do Ultramar MAPA Macau 1958

Referência a Macau das páginas 111 a 120, com 10 páginas de fotogravuras no texto e um mapa de Macau cartonado intercalado extra-texto.

Roteiro do Ultramar Página Macau

De interesse (curiosidade), a ADENDA UTILITÁRIA, no fim do capítulo sobre Macau, proposto pelo autor (em 1958):
“Vias de comunicação exterior:
– Ligações marítimas diárias com Hong Kong; ligações com Lisboa
– Ligações terrestres com a China através da Porta do Cerco.
Elementos económicos:
Como grande porto franco e província constituída por áreas urbanas Macau é um grande entreposto de trânsito e importação. NO entanto, exportou em 1956: arroz (518 tons); artefactos de malha (22 tons); artigos de bambu (352 tons); artigos de couro (10 tons); artigos de toilette (1.000 tons).
Divisão administrativa:
Concelhos de Macau e Ilhas.
Hotéis:
Europeus e chineses: A Chao, Bela Vista(1), Cam Va (ou Kam Va *), Cantão, Central (2), Homo (*) Ian Ian, Kam Lang, Ruoc Chai (3), Macau(4), Riviera (5), San Hou (*), San Ka Pau, Hap Kei, Tai Peng, San San (*), Siong Hoi Seng Kai, Tong Fong, Ung Chao (*), Va Ton, Veng Va (*), Vo Cheong.
(sinalizo os cinco hotéis de 1.ª categoria e com (*) os hotéis de 2.ª categoria, frequentados sobretudo pela população chinesa)
Informações económicas e turísticas:
Repartição Técnica de Estatística – Macau
Informações gerais:
Agência Geral do Ultramar – Rua S. Pedro de Alcântara, 81 – Lisboa.”
 
Roteiro do Ultramar CAPA+CONTRACAPA

GONÇALVES, Manuel Henriques – Roteiro do Ultramar. Lisboa, 1958, 131 p. De 22 cm x 16 cm.

(1) O Hotel Bela Vista estava situado na Rua Comendador Kou Ho Neng . Disponha de 27 “arejados” quartos, com restaurante de comida europeia e uma esplanada (onde tocava durante os meses de Verão e Outono, todas as noites das 21.00 horas à meia-noite uma “moderna” orquestra de jazz). Os preços dos quartos, diárias em patacas, variavam de $10,00 para os “singles” «sem casa de banho» a $30.00, para os “doubles” «com casa de banho». Mais informações em:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-bela-vista/
(2) O Hotel Central estava situado na Avenida Almeida Ribeiro. No 6.º andar, um «Salão de Dança», todas as noites das 21.00 às 3.00 horas da madrugada tocava uma orquestra filipina. Os preços variavam, diárias em patacas, de $ 7,50 para os “singles” «sem casa de banho» a $14.00 para os “doubles” «com casa de banho».Mais informações, ver em:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-centralpresident-hotelgrand-central-hotel/
(3) Deve ter sido erro de impressão – O Hotel era o Kuoc Chai (Grande Hotel) situado ao fundo da Avenida Almeida Ribeiro, junto das pontes de desembarque do porto interior, onde atracavam os barcos da carreira Macau-Hong Kong. Tinha 84 quartos. O «Salão de Dança», que estava 1.º andar estava aberto todas as noites das 21.00 às 3.00 horas da madrugada. As diárias, em patacas, dos “singles” «sem casa de banho» custavam $10,00 e os “doubles” «todos com casa de banho», $25,00. Para mais informações, ver:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/03/07/noticia-de-7-de-marco-de-1941-grande-hotel-kuok-chai/
(4) Hotel Macau, estava na Travessa das Virtudes e era dos hotéis de 1.ª categoria, o mais económico. Tinha 62 quartos com os “singles” «sem quarto de banho» a custar $ 5,00 patacas diárias e os “doubles” «com quarto de banho e ar condicionado» a $ 14,00 diárias.
(5) Hotel Riviera estava situado no cruzamento da Rua da Praia Grande com a Avenida Almeida Ribeiro era o hotel preferido pelos turistas estrangeiros. Dispunha de 22 «amplos e arejados quartos», com as diárias desde os “singles” «sem casa de banho» por$15,00 patacas até aos “doubles” «com casa de banho», por $30,00 patacas. Para mais informações, ver:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/tag/hotel-riviera/

Ilustração Portugueza1908 Macau Cidade de Prazeres TÍTULO

Última parte, a “5.ª”, da leitura do artigo “Macau Cidade de Prazeres” (1) sem indicação de autor, publicado na “Ilustração Portugueza”, 1908, na página 808.

Ilustração Portugueza1908 Macau Cidade de Prazeres Transporte de passageiro“O vapor que faz o serviço de transporte de passageiros e mercadorias entre Macau e Hong-Kong

 Após uma digressão pelas casas de jogo, d´amor, d´embriaguez, traz-se a impressão cançada do goso, mas olhando n´um dealbar verão a cidade onde as nhonhas de lindas pernas, com seus trajes de dó ou com seus vestidos leves, vão passar dentro em pouco, reparando n´esses bairros adormecidos, sob a luz doce do sol e comparando-a com essa China do luxo e da mizeria onde tantos milhões de homens luctam, sente-se bem que Macau foi feito para paraizo dos mandarins, dos ricos e dos piratas e logo nos vem á mente que com esse caminho de ferro de Cantão até ali, que já temos licença para fazer, a cidade seria definitivamente o logar de regalo de todo esse Extremo Oriente se dentro de gosos, que abafa ou se regela na sua atmosfera e que ali, em Macau, encontraria a sua estancia de prazeres, fazendo correr o ouro que seria applicado em torar mais deslumbrante a linda terra das nhonhas e das delicias.

Ilustração Portugueza1908 Macau Cidade de Prazeres Saída da Igreja“À sahida da missa”

 A macaísta, que mettida nos seus trajos de dó tem alguma cousa das nossas antigas damas embiocadas, talvez então se desse mais à vida da rua, talvez mergulhasse n´esse banho de luxo e perdendo a característica do trajar iria docemente, sem dar por isso, deixando o recolhimento em que vive.

Macau é, pois, o logar onde se folga onde os piratas – que os há ainda – veem deixar o seu ouro, com os riscos de serem apanhados pela polícia vigilante. Mas é tal o prazer que todo o chinez tem em se demorar na cidade que eles, foragidos às leis, correm para o jogo, para o ópio e para as lindas chinesas, até que um dia lá vão amarrados pelos rabichos, levados por uma escolta para a fortaleza do Monte até serem entregues às suas auctoridades, até que as suas cabeças sejam degoladas em terras do Celeste Império e expostas nas ruas gotejando sangue.

Ilustração Portugueza1908 Macau Cidade de Prazeres Pagode de Monh Há“Pagode de Mong há” (2)

 Apezar de tudo o pirata vem e na hora da morte não se lembra decerto das suas façanhas, mas sim dos olhos oblíquos de alguma linda chinesinha da rua da Felicidade, d´essa extranha cidade de prazeres.

(1) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/02/01/leitura-macau-cidade-de-prazeres-i-anno-novo-china-1908/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/02/02/leitura-macau-cidade-de-prazeres-ii-o-jogo-do-fantan-1908/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/02/16/leitura-macau-cidade-de-prazeres-iii-
(2) Templo de Kun Iam (Kun Iam Tong) em Mong Há, construído em 1627 (sétimo ano do reinado do imperador Tian Qi / 天啓 (1620-1627), o templo mais antigo de Macau)- Ver em:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/03/26/postais-macau-artistico-vi/

Folheto Turístico MACAU 1984

Pequeno opúsculo de 12 páginas – folheto de propaganda turística, sem indicação de data (1984?) e de editor (muito possivelmente da Direcção dos Serviços de Turismo), de dimensões: 21,5 cm x 14,5 cm.

Folheto Turístico MACAU 1984 CONTRACAPA

Apresenta uma pequena RESENHA HISTÓRICA  (pp. 2-3): “ Devido à prosperidade que chegou a desfrutar e à situação estratégica no comércio entre o Ocidente e o Oriente, Macau foi várias vezes vítima de cobiça dos holandeses, nesse tempo inimigos de Portugal por serem da Espanha. Durante os anos de 1604, 1607, 1622 e 1627 tentaram apoderar-se de Macau, mas viram os seus esforços baldados pela teimosa resistência dos residentes do burgo…”
e descrições da GEOGRAFIA (situação, limites e superfície; clima; população) (pp. 4-5) ,  VIAS DE COMUNICAÇÃO (p. 6) :
COM O EXTERIOR – Através de hidroplanadores e jactoplanadores está assegurado o transporte rápido de passageiros entre Macau e Hong Kong em cerca de 1 hora e 15 minutos para os primeiros em 50 minutos para os segundos. Existem também 3 barcos de carreira do tipo convencional que demoram 2,30 horas de viagem. A carga é na sua generalidade transportada de Macau em navios  de pequena cabotagem – juncos de madeira e de ferro.
Os meios de transporte e carreiras marítimas de ligação com Hong Kong vão ser consideravelmente melhorados e aumentados com novas unidades rápidas, tendo a Far East Hydrofoil Company, associada da empresa concessionária da exploração dos jogos de fortuna e azar de Macau, posto ao serviço o seu 12.º Jetfoil Boeing com a capacidade de 260 lugares que se junta à frota destes barcos voadores que ligam Macau e Hong Kong em 60 minutos e que dispõem de equipamento especial de radar para carreiras nocturnas…
“…Além das carreiras mencionadas, existem actualmente carreiras de “hoverferry” introduzidas pela Companhia Sealink Ferries …”

Folheto Turístico MACAU 1984 JactoplanadorJactoplanador

 INTERNAS – A partir da conclusão da ponte que, desde finais de 1974, liga a cidade à ilha da Taipa, tornou-se possível efectuar deslocações rápidas por estrada, praticamente a qualquer ponto de território
TURISMO (pp. 7-8):
“… A indústria do turismo ocupa um lugar preponderante na economia de Macau. Em 1983, registou-se um movimento de 5.505.649 pessoas entradas no território na maioria provenientes de Hong Kong

Folheto Turístico MACAU 1984 Cavalos a trote Cavalos a Trote na Taipa

“… Os maiores pólos de atracção turística são os edifícios e conjuntos arquitectónicos de características mediterrânicas, a presença da cultura portuguesa em contraste com a chinesa, a riqueza do passado histórico, o jogo nas suas diversas formas (casinos, pelota basca, corridas de galgos e de cavalos a trote com atrelado, etc) e ainda as tradicionais corridas de automóveis e de motociclos, nas quais participam todos os anos volantes de renome internacional

Folheto Turístico MACAU 1984 Grande Prémio Grande Prémio ( 1983?)

  INDÚSTRIA (p. 9):
É de notar que a maioria das matérias-primas usadas na indústria de Macau são importadas. Apesar das importações de Macau terem atingido em 1983 o valor de 5402 milhões de patacas – figurando a China, Hiong Kong eos EUA como os principais fornecedores do território – Macau registou um saldo positivo da sua balança comercial
e GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO (Diplomas fundamentais, órgãos de governo, administração do território) (pp.10-11)

Apontamentos de uma viagem de M. Pardal, relatado em «Mosaico», Vol. XVI, nº 74 a 76, 1956.

“… A bordo do ”Tjibadac” está tudo desperto, trabalhando-se afanosamente. Trata-se do transbordo para a “Tak Shing”, um dos muitos barcos que fazem as carreiras diárias para Macau.
Temos também de tratar da mudança, pois já não é nada cedo para o fazer.
Tudo em ordem e à hora marcada iniciamos a última etapa da nossa grande viagem da nossa grande viagem.
Decorreram cerca de quatro horas. À direita descortinamos o grupo das “Nove Ilhas”. Lá ao longe, à esquerda, temos a ilha de “Lap Sap Mei” , fronteiriça a Coloane, tendo a separá-las a Rada, local onde costumam ancorar os navios de longo curso, cujo destino é Macau.
O “Tak Shing” ara lestamente as águas, pondo-nos sob as vistas os pontos mais elevados da nossa cidade.
A colina da Guia mostrando-nos a verdura das suas árvores policromadas graciosamente como florido viçoso da época, sulcada por duas estradas que a fazem parecer uma enorme e alongada metade de óvano duas vezes seccionada. No cume do lado sul ergue-se majestosamente alvo de neve o seu farol sempre pronto, desde longos tempos, a prevenir a marinhagem. Do sopé emergem alguns edifícios de moderna arquitectura, como que tentando a chamada a futura construções que se alongarão até às muralhas do Porto Exterior. Este estende os seus molhes, alguns de pedra solta, como gigantescos braços abarcando as águas.
Um pequeno colo e segue-se, na direcção da Praia Grande, a Colina de S. Gabriel, (1) onde o moderníssimo Hospital Conde de S. Januário honra a nossa engenharia, os serviços de saúde e a boa administração portuguesa em terras ultramarinas.
O Miradouro de D. Maria, com uma espécie de latada beiroa, toma os ares típicos das terras portuguesas do coração do país. No sopé da sua pequena escarpa estende-se como uma enorme eira de desconformes dimensões o depósito de água doce, abastecedor da cidade.
Como que espreitando por detrás de D. Maria, de olhos atentos à Porta do Cerco, mal se descortina por entre o seu arvoredo a Fortaleza do Monte de Mong Há.
Mais para lá, banhada pelo rio Cantão, ergue-se a Ilha Verde recamada por frondosa ramagem em alegre verde, certamente sua madrinha, ligada à península desde ao último quartel do século passado por um istmo, hoje pejado de pequenas moradias destinadas às classes menos protegidas.
Agora é S. Paulo do Monte que nos surge com a sua secular muralha de cor cinzenta, a qual parece estar segurando dentro de si os edifícios recentemente reparados e que outrora constituíam abrigo aos guerreiros destemidos e capitães gloriosos sempre titânicos perante os inimigos da paz. Um pouco para oeste podemos ser as ruínas de S. paulo, igreja que as línguas de um inclemente incêndio reduziram à sua fachada principal, uma relíquia do nosso passado nesta paragens ….
…………………….continua.

(1) Creio que é engano, trata-se da Colina de S. Jerónimo.

Outro desenho a lápis do álbum da colecção Duarte de Sousa, presente no livro “Macau, Cidade do Nome de Deus na China” (1).

A legenda para este desenho, no livro citado:

Pintura de 1831-1832 - Cena da Costa

“MACAU – Cena da costa, enfrentando Lan-Tao que se vê à distância”

(1) Álbum de Desenhos a Lápis Sobre Macau e Ilhas do Atlântico e Índico – 50 desenhos.
http://purl.pt/index/porCulture/aut/EN/933589_P6.html.
Ver anteriores “posts
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/02/21/pintura-de-macau-de-1831-1832

Continuação da leitura do guia turístico do Departamento de Informação e Turismo, editado em inglês. (1)

The Garden City of the Orient - EMBLEMA“For travellers visiting Macau who wish to make tour arrangements, there are ten independent tour operators who function under the franchise of the Macau Government.
These tour operators provide multi-lingual guides who speak Portuguese, English, several Chinese dialects and Japanese. They will also plan the essentials of your visit to Macau, including transportation, wining and dining, sightseeing and night life. …(…)…
All the principal places of sightseeing interest in Macau are readily accessible by taxi or pedicab. You can hire a car and a guide for a short tour, which includes lunch, for an overall expenditure of M $65, 00 (US$11.50); or, for a longer tour, with breakfast and lunch included, M $85, 00 (US $15, 00)

The Garden City of the Orient - DESENHO 4

THE 40-MILE TRIP TO MACAU
“Your sightseeing venture begins with the 40-mile voyage to Macau from Hong Kong. After passing through a labyrinth of islands once active with pirates, you skirt the hilly mainland coast of Communist China. High above on a winding roadway you can detect cars and trucks but not their destination villages. Bellow, however, you see craft-dotted coves with bread sandy beaches that are alive with fishing activity of water people. All along the way you are concious of the tremendous trade and commercial fishing carried on by Chinese junks which ply the coastal waters. The whole scene has colour and excitement that is rare for even the most experienced of travellers.”

(1)   Macau – The Garden City of the Orient – Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12,7 cm
Ver anteriores:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/?s=the+garden+city+Orient


Continuação da leitura do guia turístico do Departamento de Informação e Turismo, editado em inglês. (1)

The Garden City of the Orient - EMBLEMAHOW TO GET HERE

“Macau has no direct international transportation services. Heavy silting in the harbour prevents large ships from using it as a port of call and Macau´s position on the peninsula of the Communist China mainland prevents land approach. You an reach Macau from Hong Kong by hydrofoil or ferry.
By Hydrofoil: This revolutionary type of “commuter” service was inaugurated in 1964. Two companies provide a daily operation, with a total of nine hydrofoils linking Macau and Hong Kong. One company makes 17 round trips daily, by the Flying Albatross and Flying Skimmer, Flying Kingfisher, Flying Phoenix, Flying Swift and Flying Heron. The other company makes eight round trips daily, by the Guia and the Penha, the Coloane operating as a stand-by vessel, and at weekends. Jointly, the two independent companies provide a service at approximately half-hourly intervals throughout the day. The summer schedule provides a service from 7.45 a.m. to 6.30 p. m., in each direction. The fare is M $10, 00 (US$1.72) on weekdays, M $20, 00 (US$3.45) during weekends and holidays.
The Garden City of the Orient - DESENHO 2

By ferry: The ferries, Macau, Fat Shan, Tai Loy, and Takshing provide the traditional link between and Hong Kong, with daily runs of 3hrs, or 3hrs. and 30 min., each way, dependent upon the vessel. Food, drink, and air-conditioned cabins are available. A passenger departing in the late evening from Hong Kong can sleep aboard until reaching Macau. Fares, one way, per person, are: first class (no stateroom) M $10 (US$1.72); single stateroom M $25 (US$4.31); double stateroom M $40 (US $6.90).
Please note that “M” means Macau currency

(1)   Macau – The Garden City of the Orient -. Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12,7 cm
Ver:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/23/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-i/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/24/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-ii-mapa-turistico/
http://nenotavaiconta.wordpress.cm/2013/10/27/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-iii-how-long-to-stay/

Guia turístico do Departamento de Informação e Turismo, editado em inglês, sem data disponível. (1)

The Garden City of the Orient - EMBLEMA

Macau which is situated at the border with the People´s Republic of China, is a small and abundantly peaceful, 400-years-old Portuguese outpost in the South China Sea and is only 40 miles from Hong Kong. Although its 250,000 inhabitants are predominantly Chinese, Macau is Portuguese with a Chinese accent. There are only influence is recognised in continental architecture, Roman Catholic churches and shrines, language, government, military and police forces – and its delicious cuisine.
The Portuguese residents form a special group with intellectual interests of their own.
The same is true of the Chinese, who have their own theatre, opera, religion, and family traditions. Several newspapers, some in Portuguese and others in Chinese, and two broadcasting stations keep the city informed and entertained, but there is an evident integration of both communities…(…)

The Garden City of the Orient - DESENHO IThere is so much to be seen in Macau, that your visit can justifiably extend for several days: if your time is limited, an overnight stopover is recommended.

HOW LONG TO STAY

If you go hydrofoil, it is possible to “do” Macau in a one-day trip from Hong Kong. Experienced travelers recommend a more leisurely pace, and suggest a minimum of two days to get acquainted with the “Garden City of the Orient”. This is sound advice.”

(1)   Macau – The Garden City of the Orient. Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12, 7 cm.
Ver:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/23/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-i/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/24/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-ii-mapa-turistico/

Guia turístico do Departamento de Informação e Turismo (1), editado em inglês, sem data disponível (provavelmente década de 60, após 1964) (2).

The Garden City of the Orient - CAPA

“Macau has the leisurely tempo, church-spired skyline and cobbled streets reminiscent of Portugal; the familiar gardens, balconies, and the colourful architecture of the Mediterranean; and an Oriental influence wrought by thousands of hardworking and resourceful Chinese.
The oldest settlement established in the Far East by Europeans, Macau is a virtual living museum. Its early Chinese temples and Christian churches are busier today than when they were built in the 17 th. Century or earlier.
Macau´s ruins and cemeteries are testimonials of a fascinating past; and there is a rich variety of both ancient and modern architecture that shows the influences of the Dutch, Spanish, and Japanese. Provincial law requires that each house be painted every two years; the result is a delightful variety of colour. Signs are in both Portuguese and Chinese calligraphy.
You will see early morning shadow boxers in the park, girl croupiers in the gambling casinos, broad avenues shaded by wide-spreading trees planted nearly one hundred years ago, cobblestone courtyards bright with flowers.
Scattered throughout the city, you´ill see Chinese lanterns. Some have a special significance: red lanterns mean that the wedding is taking places; blue and white lanterns signify a funeral… (…)

The Garden City of the Orient - MAPA

Macau´s revenues come from fishing, a wide range of light industry, tourism, and gambling. The city is also known as the “Casino of the Orient” and the “Garden City of the East”. It is Hong Kong´s most popular neighbouring resort for weekends and vacations… (…) “

(1)   Macau – The Garden City of the Orient . Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12,7 cm
(2)   Após leitura e análise dos hotéis referenciados neste guia, este deve ter sido editado na década de 60, após 1964 (data de abertura do Hotel Matsuya).

As festas da República foram ali assinaladas por uma revista militar que se realisou no Campo de Long Ting Ching.

Festas da República 1913 I“O governador da província, sr Sanches de Miranda, passando em revista os marinheiros da Patria

Eram mais de seiscentos homens, entre os quaes iam os marinheiros da Patria, a infantaria, artilharia e polícia, além dos mouros e chinas que constituem as forças indígenas. O governador da província, sr. Sanches de Miranda, (1) assistiu ao desfile das unidades que pela sua correcção causaram entusiasmo na numerosa assistência que ladeava o campo e as ruas do percurso.

Festas da República 1913 II“Os marinheiros em marcha”

À noite houve iluminações e um grande jantar oficial no palácio do governo, solenisando-se d´este modo,o aniversário do novo regime.” (2)

Festas da República 1913 III “A Pátria e o vapor de Hong Kong a Macau fundeados na bahia da Praia Grande”

 NOTA: A destituição da monarquia constitucional e a implantação da República Portuguesa foi a 5 de Outubro de 1910. A proclamação da República em Macau foi feita a 11 de Outubro de 1910 , pelas 12 horas, no Leal Senado.

“…cerimónia da proclamação da República , indo S. Exa. o Governador da província, à varanda dos Paços do Concelho, onde proclamou a Republica, à qual deu vivas, que foram correspondidos enthusiasticamente pelo povo e funcionários presentes a esse acto, hasteando-se n´essa ocasião a nova bandeira nacional, encarnada e verde, com tralha encarnada …” (3)

O auto da proclamação da República, elaborado pelo escrivão do Leal Senado, Patrício José da Luz foi assinado por 44 individualidades. Os mais conhecidos, Eduardo Augusto Marques (governador de 22-IX-1909 a 29-XI-1910, João Marques Vidal (governador interino de 30-XI-1910 a 17-XII-1910),  Álvaro Cardoso de Mello Machado ( governador interino de 17-XII-1910 a 14-VII-1912, Luiz Gonzaga Nolasco da Silva, Constâncio José da Silva. Manuel da Silva Mendes, Camilo d´Almeida Pessanha, António Nascimento Leitão, Pedro Nolasco da Silva Jr.

(1)   Aníbal Augusto Sanches de Miranda, oficial da armada: governador de 14 de Julho de 1912 a 16 de Abril de 19 de Abril de 1914.
(2)   Artigo não assinado na revista “Illustração Portugueza”, de 24 de Novembro de 1913.
(3)   2.º Suplemento ao Boletim Oficial, n.º 41 (1910)

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