Archives for category: Ligação Macau-Hong Kong

Folheto Turístico MACAU 1984

Pequeno opúsculo de 12 páginas – folheto de propaganda turística, sem indicação de data (1984?) e de editor (muito possivelmente da Direcção dos Serviços de Turismo), de dimensões: 21,5 cm x 14,5 cm.

Folheto Turístico MACAU 1984 CONTRACAPA

Apresenta uma pequena RESENHA HISTÓRICA  (pp. 2-3): “ Devido à prosperidade que chegou a desfrutar e à situação estratégica no comércio entre o Ocidente e o Oriente, Macau foi várias vezes vítima de cobiça dos holandeses, nesse tempo inimigos de Portugal por serem da Espanha. Durante os anos de 1604, 1607, 1622 e 1627 tentaram apoderar-se de Macau, mas viram os seus esforços baldados pela teimosa resistência dos residentes do burgo…”
e descrições da GEOGRAFIA (situação, limites e superfície; clima; população) (pp. 4-5) ,  VIAS DE COMUNICAÇÃO (p. 6) :
COM O EXTERIOR – Através de hidroplanadores e jactoplanadores está assegurado o transporte rápido de passageiros entre Macau e Hong Kong em cerca de 1 hora e 15 minutos para os primeiros em 50 minutos para os segundos. Existem também 3 barcos de carreira do tipo convencional que demoram 2,30 horas de viagem. A carga é na sua generalidade transportada de Macau em navios  de pequena cabotagem – juncos de madeira e de ferro.
Os meios de transporte e carreiras marítimas de ligação com Hong Kong vão ser consideravelmente melhorados e aumentados com novas unidades rápidas, tendo a Far East Hydrofoil Company, associada da empresa concessionária da exploração dos jogos de fortuna e azar de Macau, posto ao serviço o seu 12.º Jetfoil Boeing com a capacidade de 260 lugares que se junta à frota destes barcos voadores que ligam Macau e Hong Kong em 60 minutos e que dispõem de equipamento especial de radar para carreiras nocturnas…
“…Além das carreiras mencionadas, existem actualmente carreiras de “hoverferry” introduzidas pela Companhia Sealink Ferries …”

Folheto Turístico MACAU 1984 JactoplanadorJactoplanador

 INTERNAS – A partir da conclusão da ponte que, desde finais de 1974, liga a cidade à ilha da Taipa, tornou-se possível efectuar deslocações rápidas por estrada, praticamente a qualquer ponto de território
TURISMO (pp. 7-8):
“… A indústria do turismo ocupa um lugar preponderante na economia de Macau. Em 1983, registou-se um movimento de 5.505.649 pessoas entradas no território na maioria provenientes de Hong Kong

Folheto Turístico MACAU 1984 Cavalos a trote Cavalos a Trote na Taipa

“… Os maiores pólos de atracção turística são os edifícios e conjuntos arquitectónicos de características mediterrânicas, a presença da cultura portuguesa em contraste com a chinesa, a riqueza do passado histórico, o jogo nas suas diversas formas (casinos, pelota basca, corridas de galgos e de cavalos a trote com atrelado, etc) e ainda as tradicionais corridas de automóveis e de motociclos, nas quais participam todos os anos volantes de renome internacional

Folheto Turístico MACAU 1984 Grande Prémio Grande Prémio ( 1983?)

  INDÚSTRIA (p. 9):
É de notar que a maioria das matérias-primas usadas na indústria de Macau são importadas. Apesar das importações de Macau terem atingido em 1983 o valor de 5402 milhões de patacas – figurando a China, Hiong Kong eos EUA como os principais fornecedores do território – Macau registou um saldo positivo da sua balança comercial
e GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO (Diplomas fundamentais, órgãos de governo, administração do território) (pp.10-11)

Apontamentos de uma viagem de M. Pardal, relatado em «Mosaico», Vol. XVI, nº 74 a 76, 1956.

“… A bordo do ”Tjibadac” está tudo desperto, trabalhando-se afanosamente. Trata-se do transbordo para a “Tak Shing”, um dos muitos barcos que fazem as carreiras diárias para Macau.
Temos também de tratar da mudança, pois já não é nada cedo para o fazer.
Tudo em ordem e à hora marcada iniciamos a última etapa da nossa grande viagem da nossa grande viagem.
Decorreram cerca de quatro horas. À direita descortinamos o grupo das “Nove Ilhas”. Lá ao longe, à esquerda, temos a ilha de “Lap Sap Mei” , fronteiriça a Coloane, tendo a separá-las a Rada, local onde costumam ancorar os navios de longo curso, cujo destino é Macau.
O “Tak Shing” ara lestamente as águas, pondo-nos sob as vistas os pontos mais elevados da nossa cidade.
A colina da Guia mostrando-nos a verdura das suas árvores policromadas graciosamente como florido viçoso da época, sulcada por duas estradas que a fazem parecer uma enorme e alongada metade de óvano duas vezes seccionada. No cume do lado sul ergue-se majestosamente alvo de neve o seu farol sempre pronto, desde longos tempos, a prevenir a marinhagem. Do sopé emergem alguns edifícios de moderna arquitectura, como que tentando a chamada a futura construções que se alongarão até às muralhas do Porto Exterior. Este estende os seus molhes, alguns de pedra solta, como gigantescos braços abarcando as águas.
Um pequeno colo e segue-se, na direcção da Praia Grande, a Colina de S. Gabriel, (1) onde o moderníssimo Hospital Conde de S. Januário honra a nossa engenharia, os serviços de saúde e a boa administração portuguesa em terras ultramarinas.
O Miradouro de D. Maria, com uma espécie de latada beiroa, toma os ares típicos das terras portuguesas do coração do país. No sopé da sua pequena escarpa estende-se como uma enorme eira de desconformes dimensões o depósito de água doce, abastecedor da cidade.
Como que espreitando por detrás de D. Maria, de olhos atentos à Porta do Cerco, mal se descortina por entre o seu arvoredo a Fortaleza do Monte de Mong Há.
Mais para lá, banhada pelo rio Cantão, ergue-se a Ilha Verde recamada por frondosa ramagem em alegre verde, certamente sua madrinha, ligada à península desde ao último quartel do século passado por um istmo, hoje pejado de pequenas moradias destinadas às classes menos protegidas.
Agora é S. Paulo do Monte que nos surge com a sua secular muralha de cor cinzenta, a qual parece estar segurando dentro de si os edifícios recentemente reparados e que outrora constituíam abrigo aos guerreiros destemidos e capitães gloriosos sempre titânicos perante os inimigos da paz. Um pouco para oeste podemos ser as ruínas de S. paulo, igreja que as línguas de um inclemente incêndio reduziram à sua fachada principal, uma relíquia do nosso passado nesta paragens ….
…………………….continua.

(1) Creio que é engano, trata-se da Colina de S. Jerónimo.

Outro desenho a lápis do álbum da colecção Duarte de Sousa, presente no livro “Macau, Cidade do Nome de Deus na China” (1).

A legenda para este desenho, no livro citado:

Pintura de 1831-1832 - Cena da Costa

“MACAU – Cena da costa, enfrentando Lan-Tao que se vê à distância”

(1) Álbum de Desenhos a Lápis Sobre Macau e Ilhas do Atlântico e Índico – 50 desenhos.
http://purl.pt/index/porCulture/aut/EN/933589_P6.html.
Ver anteriores “posts
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2014/02/21/pintura-de-macau-de-1831-1832

Continuação da leitura do guia turístico do Departamento de Informação e Turismo, editado em inglês. (1)

The Garden City of the Orient - EMBLEMA“For travellers visiting Macau who wish to make tour arrangements, there are ten independent tour operators who function under the franchise of the Macau Government.
These tour operators provide multi-lingual guides who speak Portuguese, English, several Chinese dialects and Japanese. They will also plan the essentials of your visit to Macau, including transportation, wining and dining, sightseeing and night life. …(…)…
All the principal places of sightseeing interest in Macau are readily accessible by taxi or pedicab. You can hire a car and a guide for a short tour, which includes lunch, for an overall expenditure of M $65, 00 (US$11.50); or, for a longer tour, with breakfast and lunch included, M $85, 00 (US $15, 00)

The Garden City of the Orient - DESENHO 4

THE 40-MILE TRIP TO MACAU
“Your sightseeing venture begins with the 40-mile voyage to Macau from Hong Kong. After passing through a labyrinth of islands once active with pirates, you skirt the hilly mainland coast of Communist China. High above on a winding roadway you can detect cars and trucks but not their destination villages. Bellow, however, you see craft-dotted coves with bread sandy beaches that are alive with fishing activity of water people. All along the way you are concious of the tremendous trade and commercial fishing carried on by Chinese junks which ply the coastal waters. The whole scene has colour and excitement that is rare for even the most experienced of travellers.”

(1)   Macau – The Garden City of the Orient – Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12,7 cm
Ver anteriores:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/?s=the+garden+city+Orient


Continuação da leitura do guia turístico do Departamento de Informação e Turismo, editado em inglês. (1)

The Garden City of the Orient - EMBLEMAHOW TO GET HERE

“Macau has no direct international transportation services. Heavy silting in the harbour prevents large ships from using it as a port of call and Macau´s position on the peninsula of the Communist China mainland prevents land approach. You an reach Macau from Hong Kong by hydrofoil or ferry.
By Hydrofoil: This revolutionary type of “commuter” service was inaugurated in 1964. Two companies provide a daily operation, with a total of nine hydrofoils linking Macau and Hong Kong. One company makes 17 round trips daily, by the Flying Albatross and Flying Skimmer, Flying Kingfisher, Flying Phoenix, Flying Swift and Flying Heron. The other company makes eight round trips daily, by the Guia and the Penha, the Coloane operating as a stand-by vessel, and at weekends. Jointly, the two independent companies provide a service at approximately half-hourly intervals throughout the day. The summer schedule provides a service from 7.45 a.m. to 6.30 p. m., in each direction. The fare is M $10, 00 (US$1.72) on weekdays, M $20, 00 (US$3.45) during weekends and holidays.
The Garden City of the Orient - DESENHO 2

By ferry: The ferries, Macau, Fat Shan, Tai Loy, and Takshing provide the traditional link between and Hong Kong, with daily runs of 3hrs, or 3hrs. and 30 min., each way, dependent upon the vessel. Food, drink, and air-conditioned cabins are available. A passenger departing in the late evening from Hong Kong can sleep aboard until reaching Macau. Fares, one way, per person, are: first class (no stateroom) M $10 (US$1.72); single stateroom M $25 (US$4.31); double stateroom M $40 (US $6.90).
Please note that “M” means Macau currency

(1)   Macau – The Garden City of the Orient -. Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12,7 cm
Ver:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/23/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-i/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/24/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-ii-mapa-turistico/
http://nenotavaiconta.wordpress.cm/2013/10/27/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-iii-how-long-to-stay/

Guia turístico do Departamento de Informação e Turismo, editado em inglês, sem data disponível. (1)

The Garden City of the Orient - EMBLEMA

Macau which is situated at the border with the People´s Republic of China, is a small and abundantly peaceful, 400-years-old Portuguese outpost in the South China Sea and is only 40 miles from Hong Kong. Although its 250,000 inhabitants are predominantly Chinese, Macau is Portuguese with a Chinese accent. There are only influence is recognised in continental architecture, Roman Catholic churches and shrines, language, government, military and police forces – and its delicious cuisine.
The Portuguese residents form a special group with intellectual interests of their own.
The same is true of the Chinese, who have their own theatre, opera, religion, and family traditions. Several newspapers, some in Portuguese and others in Chinese, and two broadcasting stations keep the city informed and entertained, but there is an evident integration of both communities…(…)

The Garden City of the Orient - DESENHO IThere is so much to be seen in Macau, that your visit can justifiably extend for several days: if your time is limited, an overnight stopover is recommended.

HOW LONG TO STAY

If you go hydrofoil, it is possible to “do” Macau in a one-day trip from Hong Kong. Experienced travelers recommend a more leisurely pace, and suggest a minimum of two days to get acquainted with the “Garden City of the Orient”. This is sound advice.”

(1)   Macau – The Garden City of the Orient. Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12, 7 cm.
Ver:
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/23/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-i/
http://nenotavaiconta.wordpress.com/2013/10/24/guia-turistico-macau-the-garden-city-of-the-orient-ii-mapa-turistico/

Guia turístico do Departamento de Informação e Turismo (1), editado em inglês, sem data disponível (provavelmente década de 60, após 1964) (2).

The Garden City of the Orient - CAPA

“Macau has the leisurely tempo, church-spired skyline and cobbled streets reminiscent of Portugal; the familiar gardens, balconies, and the colourful architecture of the Mediterranean; and an Oriental influence wrought by thousands of hardworking and resourceful Chinese.
The oldest settlement established in the Far East by Europeans, Macau is a virtual living museum. Its early Chinese temples and Christian churches are busier today than when they were built in the 17 th. Century or earlier.
Macau´s ruins and cemeteries are testimonials of a fascinating past; and there is a rich variety of both ancient and modern architecture that shows the influences of the Dutch, Spanish, and Japanese. Provincial law requires that each house be painted every two years; the result is a delightful variety of colour. Signs are in both Portuguese and Chinese calligraphy.
You will see early morning shadow boxers in the park, girl croupiers in the gambling casinos, broad avenues shaded by wide-spreading trees planted nearly one hundred years ago, cobblestone courtyards bright with flowers.
Scattered throughout the city, you´ill see Chinese lanterns. Some have a special significance: red lanterns mean that the wedding is taking places; blue and white lanterns signify a funeral… (…)

The Garden City of the Orient - MAPA

Macau´s revenues come from fishing, a wide range of light industry, tourism, and gambling. The city is also known as the “Casino of the Orient” and the “Garden City of the East”. It is Hong Kong´s most popular neighbouring resort for weekends and vacations… (…) “

(1)   Macau – The Garden City of the Orient . Information and Tourism Department, s/ data, 30 p., 19 cm x 12,7 cm
(2)   Após leitura e análise dos hotéis referenciados neste guia, este deve ter sido editado na década de 60, após 1964 (data de abertura do Hotel Matsuya).

As festas da República foram ali assinaladas por uma revista militar que se realisou no Campo de Long Ting Ching.

Festas da República 1913 I“O governador da província, sr Sanches de Miranda, passando em revista os marinheiros da Patria

Eram mais de seiscentos homens, entre os quaes iam os marinheiros da Patria, a infantaria, artilharia e polícia, além dos mouros e chinas que constituem as forças indígenas. O governador da província, sr. Sanches de Miranda, (1) assistiu ao desfile das unidades que pela sua correcção causaram entusiasmo na numerosa assistência que ladeava o campo e as ruas do percurso.

Festas da República 1913 II“Os marinheiros em marcha”

À noite houve iluminações e um grande jantar oficial no palácio do governo, solenisando-se d´este modo,o aniversário do novo regime.” (2)

Festas da República 1913 III “A Pátria e o vapor de Hong Kong a Macau fundeados na bahia da Praia Grande”

 NOTA: A destituição da monarquia constitucional e a implantação da República Portuguesa foi a 5 de Outubro de 1910. A proclamação da República em Macau foi feita a 11 de Outubro de 1910 , pelas 12 horas, no Leal Senado.

“…cerimónia da proclamação da República , indo S. Exa. o Governador da província, à varanda dos Paços do Concelho, onde proclamou a Republica, à qual deu vivas, que foram correspondidos enthusiasticamente pelo povo e funcionários presentes a esse acto, hasteando-se n´essa ocasião a nova bandeira nacional, encarnada e verde, com tralha encarnada …” (3)

O auto da proclamação da República, elaborado pelo escrivão do Leal Senado, Patrício José da Luz foi assinado por 44 individualidades. Os mais conhecidos, Eduardo Augusto Marques (governador de 22-IX-1909 a 29-XI-1910, João Marques Vidal (governador interino de 30-XI-1910 a 17-XII-1910),  Álvaro Cardoso de Mello Machado ( governador interino de 17-XII-1910 a 14-VII-1912, Luiz Gonzaga Nolasco da Silva, Constâncio José da Silva. Manuel da Silva Mendes, Camilo d´Almeida Pessanha, António Nascimento Leitão, Pedro Nolasco da Silva Jr.

(1)   Aníbal Augusto Sanches de Miranda, oficial da armada: governador de 14 de Julho de 1912 a 16 de Abril de 19 de Abril de 1914.
(2)   Artigo não assinado na revista “Illustração Portugueza”, de 24 de Novembro de 1913.
(3)   2.º Suplemento ao Boletim Oficial, n.º 41 (1910)

Navegação (entre Macau e portos vizinhos) – Carreiras diárias de manhã e de tarde entre Macau, Hong Kong (que dista 40 milhas para Este) e vice-versa, gastando cerca de 4 horas. Macau-Cantão (1) e vice-versa, carreira diária, gastando cerca de 8 horas e, carreiras diárias de «Tous» ou Lorchas, (2) entre Macau e Kongmun, (3) e Macau e Siacqui, (4) ambas em 8 horas.

Para Kong-Chao-Van, (5) há vapores de pequena cabotagem que fazem carreiras entre os dois portos em 30 horas. De quando em quando, o pôrto de Macau é visitado pelos vapores japoneses e noruegueses de grande cabotagem, que trazem carvão, sal e álcool.

Semanalmente, tocam em Macau os aviões da Pan America Arways Co. , (6) que fazem a viagem de S. Francisco, da Califórnia a Macau com escala por Honolulu, Wake, Guam e Manila. (7)

Mapa de Macau 1951 - Semana do Ultramar Português

(1) Cantão ou Guangzhou (廣州 - mandarim pinyin: Guǎngzhō; cantonense jyutping: Gwong2 zau1),  capital e a maior cidade da província de Guangdong. Fica a cêrca de 80 milhas a Norte
(2) http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/11/30/macau-maritimo-i/ 
(3) Kong-Moon, ou Kongmun ou  Jiangmen (江門 - mandarim pinyin: Jiāngmén ; cantonense jyutping:  Gong1 mun4)
(4) Seac Ki ou Shiqi (石岐 - mandarim pinyin: Shíqí ; cantonense jyutping: sek6 kei4) ) antiga capital do distrito,  hoje um distrito urbano no centro da cidade de  Zhongshan (Guangdong).
Segundo Jaime do Inso, em 1929, “Seac-Ki, cidade comercial muito importante e hoje em via de grande desenvolvimento, para onde o trafego é feito por carreiras de “Tous”, grandes embarcações chinesas que navegam a reboque e gastam perto de seis horas apesar da distancia ser só cêrca de 25 milhas. Brevemente Macau estará ligada a Seac Ki por uma ampla estrada, cuja construção já está muito adiantada e que há-de vir a ser de grande valôr para a região”
INSO, Jaime do  – Macau. Escola Tipográfica do Orfanato de Macau, 1929, 152 p.
(5) Kuong-Chau-Van, era colónia francesa e existia um comércio relativamente importante  com Macau – a importação de suínos.
(6)  http://nenotavaiconta.wordpress.com/2012/02/09/inaugura-cao-da-carreira-aerea-macau-s-francisco/
(7) Anuário do Império Colonial Português. Emprêsa do Anuário Comercial, 6.ª edição, 1940, 636 p.

NOTA: O mapa de “MACAU NO DELTA DE CANTÃO” foi retirado de:
REGO, A. Da Silva – Macau e a Semana do Ultramar Português de 1951. Sociedade de Geografia de Lisboa, 1951.

Soldados japoneses e chineses colaboracionistas, conhecidos por Ngai Kuan, resolveram, na madrugada de 19 de Agosto de 1943, tomar a embarcação a vapor «Sai On», que antes da guerra ligava diariamente Macau a Hong Kong. O barco estava transformado num centro de refugiados, a maioria filipinos. Primeiro, os homens assaltaram o posto da Polícia Marítima e Fiscal, a escassos metros da ponte cais n.º 16, onde estava ancorado o «Sai On». Neste ataque surpreso usaram armas automáticas indiscriminadamente, ferindo alguns guardas que se encontravam de serviço e matando um macaense.” (1)

After August 1943, Japanese influence in Macao increased after they attacked and captured a British cargo ship, the Sian (or X’ian), off the coast of Macao after killing 20 of its crew. Perhaps it was carrying contraband war supplies for Nationalist Chinese Forces. It was after this incident that Japan ordered the government of Macao to accept Japanese “Advisors” as an alternative to complete military occupation. Later, Japan became even more aggressive in ordering the Governor of Macao, Commander Gabriel Mauricio Teixeira, to recognize Japanese authority in South China. Furthermore, Japanese authorities ordered Portuguese troops to leave their barracks on Lapa Island, an island adjacent to Macao and occupied by the Portuguese troops. The Japanese also were given the authority to conduct house-to-house searches in Macao. “ (2)

(1 BARROS, Leonel – Memórias do Oriente em Guerra. Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), 144 p.
(2) http://www.oocities.org/dutcheastindies/portugal.html
Há uma nota final que refere como principal fonte desta informação, o livro de História do Exército Português 1910-1945, coordenação do General A. N. Ramires de Oliveira, Vol III – A Grande Guerra, 1993. Publicada pelo Estado-maior do Exército, Lisboa, em 4 volumes.

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